Av. Pinheiro Machado, nº. 451, Fragata

Pelotas - RS, 96040-500, Brasil

Tel: (53) 3221-0683

Missão

Orientação Educacional

Ajudar a escola a organizar e realizar a proposta pedagógica;

Orientar, ouvir e dialogar com os alunos, professores e comunidade escolar;

ajudar os professores a lidar com as dificuldades de aprendizagem dos alunos.

As Principais Atividades são:

Atividade Existencial, Terapêutica e de Recuperação.

1- Atividade existencial - a Orientação Educacional deverá atender alunos que precisam e querem orientação pessoal não apenas na vida escolar, mas na vida particular auxiliando em situações problemas, dúvidas, inseguranças e incertezas.
2- Atividade terapêutica - está voltada aos educandos com dificuldades de estudo ou de comportamento cujos casos precisam de uma assistência mais assídua e especializada.
3- Atividade de recuperação - refere-se aos educandos que apresentam um déficit definido de aprendizagem e que precisa de recuperação. Esta atividade deve ser exercida em parceria com a Coordenação Escolar. A recuperação não tem somente o objetivo de levar o educando a alcançar certas notas, mas pesquisar junto aos alunos as causas que os levaram a este estado de desinteresse, desorganização, conflito, desajuste e mau funcionamento na escola dentre outros.

Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência.

Augusto Cury

Orientação Educacional

A Orientação Educacional tem por finalidade trabalhar diretamente com os alunos no seu desenvolvimento pessoal e na aprendizagem em parceria com a Direção, professores, Funcionários e Comunidade Escolar.

 O Líder em Mim

     Plante um pensamento, colha uma ação; plante uma ação, colha um hábito; plante um hábito, colha um caráter; plante um caráter, colha um destino.

    Stephen Covey

Projeto "BULLYING"

 

Objetivo:

Este projeto visa apresentar aos alunos e toda comunidade escolar que o "Bullying" e suas principais características são:

    Maus tratos entre alunos: Agressão física, Verbal, Humilhação, Ameaças, Exclusão.

     Existem os agressores, as vítimas e as testemunhas;

      Problemas com autoestima, rendimento escolar e relacionamento, ansiedade e medo;

     A pessoa que agride, provavelmente já foi agredida anteriormente, por seus colegas ou por sua família.

   Existe também o CYBERBULLYING (Ameaças de difamação na Internet).

      Percebemos que essa realidade está muito presente em nossa sociedade, o que nos causa grande preocupação, portanto, este projeto tem a finalidade de ensinar, orientar e envolver todo o contexto escolar no resgate de valores, ética e princípios.

Justificativa:

      Queremos com esta abordagem encaminhar o trabalho com os nossos alunos dentro de princípios de consciência moral e cidadania, para atuarem na sociedade como atores e não como meros espectadores. Partindo do princípio de que somos todos responsáveis pela mudança que queremos no mundo, e baseado na nossa proposta pedagógica e no projeto O Líder em Mim é que escolhemos o “Bullying” para ser trabalhado dentro da escola e fora dela, como uma questão social que vem abalando a sociedade, quando jovens se reúnem em lugares pré-determinados para agredir ou maltratar ameaçando e coagindo como forma de prazer.

    Situando-se este Projeto no âmbito da responsabilidade social, as incursões no universo social devem ser entendidas como uma maneira de conscientizar o ser humano a compreender melhor as questões e os problemas que ele enfrenta no seu cotidiano. E conscientes que as diferenças sociais existentes em nosso país são imensas, precisamos encaminhar os alunos dentro da conduta da cidadania para atuarem intensamente na sociedade cheia de desafios. Um desses desafios é a prática do BULLYING, cada vez mais presente na sociedade, em nossas escolas, nos nossos alunos, o que nos causa uma grande preocupação.

   Não se trata somente de fazer uma revolução com relação ao BULLYING, mas sim de contribuir para uma melhor compreensão do tema. Assim, escolhemos este projeto como meio de ensinar aos alunos estratégias antibullying, oferecendo suporte moral através de dinâmicas, apresentação, filmes educativos, documentários e palestras sobre como agir diante do problema, visando uma melhor convivência e harmonia entre os alunos.

Recursos:

Internet para pesquisa de “bullying” no Brasil; material para a produção de um folheto sobre exemplos de bullying no país e de como termos atitudes NÃO ao bullying (bullying não é amor) em nossa escola; filmes, documentários, seminários, livros; músicas, entre outros.

Duração:

Projeto permanente.

Orientadora Educacional: Milene Lima Valadão

Trabalhos sistematizados:

Sugestões de filmes, vídeos e livros: “Escritores da Liberdade” e “A corrente do bem”, “Que papo é esse”, “bullying não é amor”, coleção bullying: o que cabe no meu mundo/ o que não cabe no meu mundo.

Entendendo sobre o processo do “bullying”

A palavra bullying é derivada do verbo inglês bully que significa usar a superioridade física para intimidar alguém. Também adota aspecto de adjetivo, referindo-se a "valentão", "tirano". Como verbo ou como adjetivo, a terminologia bullying tem sido adotada em vários países como designação para explicar todo tipo de comportamento agressivo, cruel, intencional e repetitivo inerente às relações interpessoais. Constitui "ato infracional" o aluno que praticar todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, dos seguintes tipos de Bullying:

  • FORÇA FÍSICA: bater, chutar, beliscar, agredir física e gestualmente, portar arma, perseguir, ferir

  • VERBAL: apelidar, xingar, zoar, insultar, ofender

  • MORAL: difamar, caluniar, provocações racistas

  • SEXUAL: assediar, insinuar, induzir, abusar

  • PSICOLÓGICO: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, infernizar, tiranizar, chantagear, manipular, ameaçar, humilhar;

  • MATERIAL: esconder, roubar, destroçar pertences, destruir objetos ou infraestrutura da escola;

  • EXCLUSÃO SOCIAL: discriminar, ignorar, isolar, excluir;

  • VIRTUAL: usar celular ou internet para executar as ações já mencionadas acima.

Incorrem em crimes previstos no Código Penal tais como:

Ofensas à Integridade Física Simples/ Grave, Art.º 143.º e 145.º do CP; Injúrias / Difamação, Art.º 180.º/ 181 CP; Ameaças, Art.º 153.º CP; Homicídio simples / qualificado Art.º 131.º e 132.º CP; Coação, 154.º CP.

No entanto os menores de 16 anos são inimputáveis, (Art.º 19º CP), o que não quer dizer que não sejam responsabilizados pelos seus comportamentos, uma vez que a prática de um fato qualificado como crime por um menor entre 12 e 16 anos de idade conduz à aplicação de uma medida tutelar educativa (Art.º 1.º da Lei Tutelar Educativa).

Pelo que aos Bullyings podem ser aplicados os seguintes tipos de medidas tutelares educativas previstas no Art.º 4.º da LTE: Admoestação; Privação do direito de conduzir ciclomotores ou privar de se habilitar a tal; Reparação ao ofendido; Realização de prestações econômicas ou tarefas a favor da comunidade; Imposição de regras de conduta; Imposição de obrigações; e por fim as mais gravosas, frequência de programas formativos.

Acompanhamento educativo; e pode chegar ao Internamento em centro educativo, que pode ser em regime aberto, em regime semiaberto ou em regime fechado. Embora o nome Bullying, não se encontre qualificado no âmbito da legislação Penal e do Estatuto da Criança e do Adolescente, mas as atitudes a que se refere o fenômeno configuram crime.

Art. 146 do Código Penal: "Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda".

Art. 147 do Código Penal: "Ameaçar alguém, por palavra, escrita ou gesto, ou qualquer outro meio embólico, de causar-lhe mal injusto e grave".

Art. 5º da Lei 8.069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente: "Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão aos seus direitos fundamentais". 

Art. 17 da Lei 8.069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente: "O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais". As atitudes a que se refere o fenômeno configuram crime.

Referências:

Casaddei, “Bullying não é amor”;

http://www.cortezeditora.com.br/bullying-nao-e-amor-1067.aspx/p;

http://porvir.org/especiais/socioemocionais/;

Projeto OLEM; http://www.olideremmim.com.br/; Brejo, “Coleção o que cabe no meu mundo” / “o que não cabe no meu mundo”.